Os tendões ligam os músculos do antebraço aos ossos dos dedos e são eles que fazem os dedos se mexerem. Um corte na mão, mesmo pequeno, pode atingir um tendão. Quando isso acontece, o tendão não volta a se unir sozinho.
Como acontece
A causa mais comum é o corte com faca, vidro, lata ou ferramentas. Na palma e na face de dentro dos dedos ficam os tendões flexores, que dobram os dedos. No dorso da mão ficam os extensores, que esticam. Junto dos tendões flexores dos dedos passam também nervos e artérias, que podem ser cortados no mesmo acidente.
Sinais de lesão de tendão
- O dedo fica esticado e não dobra, quando o tendão flexor foi cortado.
- O dedo fica caído e não estica, quando o tendão extensor foi atingido.
- Dormência na lateral ou na ponta do dedo indica que um nervo também pode ter sido lesado.
Um corte pequeno na pele não descarta uma lesão profunda. Por isso todo corte na mão com alteração de movimento ou de sensibilidade precisa ser avaliado por um cirurgião da mão.
Por que não esperar
Quando o tendão é cortado por completo, as duas pontas se afastam, puxadas pelo músculo. Com o passar dos dias, elas se retraem e perdem elasticidade, o que torna o reparo mais difícil. O ideal é que a lesão seja avaliada logo e operada nos primeiros dias.
Primeiros cuidados
- Lavar o corte com água corrente e cobrir com pano limpo.
- Comprimir para controlar o sangramento e manter a mão elevada.
- Procurar atendimento e informar que o dedo não se mexe normalmente.
Tratamento
A lesão completa de tendão é tratada com cirurgia, em que as pontas são unidas com pontos especiais. Nervos e artérias lesados no mesmo corte são reparados no mesmo tempo cirúrgico, com técnica de microcirurgia. Algumas lesões fechadas, como o dedo em martelo (quando a ponta do dedo cai após uma pancada), podem ser tratadas apenas com tala.
Recuperação
A reabilitação é tão importante quanto a cirurgia. A mão fica protegida por uma órtese (tala sob medida) durante algumas semanas, e os exercícios seguem um protocolo, geralmente com terapeuta da mão. Força antes da hora pode romper o reparo, e a falta de movimento favorece aderências (cicatrizes que grudam o tendão) que limitam o dedo. Seguir o programa de reabilitação é o que mais influencia o resultado final.
Procure atendimento se tiver
- Dedo que não dobra ou não estica depois de um corte
- Dormência na ponta do dedo após o corte
- Corte profundo na palma, no punho ou nos dedos
- Sangramento que não para com compressão
