A fratura do punho, geralmente do osso rádio, é uma das fraturas mais comuns. Quase sempre acontece numa queda com a mão espalmada no chão.
O que é
O punho é formado pela ponta de dois ossos do antebraço, o rádio e a ulna, e por oito pequenos ossos do carpo. A fratura mais frequente é a da ponta do rádio, perto da articulação. Ela pode ser simples, com o osso no lugar, ou com desvio e vários fragmentos, às vezes entrando na articulação.
Quem tem mais risco
Em pessoas mais velhas, principalmente mulheres após a menopausa, a fratura costuma acontecer em quedas da própria altura, por causa da osteoporose (ossos mais fracos). Em jovens, aparece em acidentes de moto, esportes e quedas de altura.
O que fazer logo após a queda
- Imobilizar o punho com uma tala improvisada (papelão, revista dobrada) e uma tipoia.
- Retirar anéis, pulseiras e relógio antes que o inchaço aumente.
- Aplicar gelo envolto em pano e manter a mão elevada.
- Procurar atendimento ortopédico para avaliação e radiografia.
Como é feito o diagnóstico
A radiografia do punho confirma a fratura e mostra o desvio. Nas fraturas que atingem a articulação, a tomografia ajuda a planejar o tratamento.
Tratamento
A escolha depende do tipo de fratura, da idade, da qualidade do osso e das atividades da pessoa.
- Gesso ou tala, quando a fratura está alinhada e estável. Se houver desvio, o médico pode primeiro colocar o osso no lugar, com anestesia, e depois imobilizar.
- Cirurgia, quando a fratura tem desvio importante, é instável ou atinge a superfície da articulação. Em geral, o osso é fixado com placa e parafusos ou com fios metálicos.
Recuperação
O tempo de imobilização costuma ser de algumas semanas. Depois começa a fase de recuperar o movimento e a força, muitas vezes com fisioterapia. Mexer os dedos desde o início, quando liberado pelo médico, ajuda a evitar rigidez e inchaço. Em pessoas acima dos 50 anos, a fratura do punho é um sinal para investigar osteoporose e prevenir fraturas mais graves no futuro.
Procure atendimento se tiver
- Punho torto ou com deformidade visível
- Dedos frios, pálidos ou dormentes
- Ferida no local da fratura, com sangramento
- Dor forte que não melhora com gelo e imobilização
